BRIGA DE CASAL? LONGE DOS FILHOS!

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Briga de casal
BRIGA DE CASAL? LONGE DOS FILHOS!
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Os filhos quando menores não tem condições de entender uma briga de casal. Brigas só fazem que eles se sintam mais inseguros e ansiosos.

A maioria dos casais se desentendem de vez em quando. O estresse do dia a dia, problemas pessoais e profissionais podem desencadear uma briga de casal.

Porém, evite brigar em frente aos filhos! Até cerca de 7 anos de idade a criança não compreende o que está acontecendo na família. No momento da briga pode ser que os pais aumentem consideravelmente o tom de voz, troquem palavras ríspidas e ironizem a situação com rizadas. Isso tudo deixa a criança confusa, e mesmo sem entender o contexto, acaba por absorver o clima pesado do ambiente.

Segundo um estudo realizado pela Southern Methodist University, em Dallas (EUA), as brigas de casal costumam interferir em quem está ao redor. Você por acaso já presenciou uma briga de casal em algum local público? A situação é chata, não é? Pois é, imagine o que se passa na cabeça de uma criança em desenvolvimento quando os pais estão brigando.

Os cientistas responsáveis pelo estudo concluíram que após a briga entre o casal, o homem tende a se distanciar mais dos filhos do que a mulher. Nessa pesquisa foram analisadas 200 famílias, durante 15 dias.

Os homens estão cada vez mais participativos no cotidiano familiar, é natural que encontrem algumas dificuldades em determinadas situações. Já as mulheres, ganham cada vez mais espaço no ambiente profissional, sendo cobradas a não expor suas emoções. Isso pode ter reflexo no ambiente familiar, de acordo com a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP).

A criança ficará em estado constante de insegurança se as brigas entre os pais envolverem ameaças, violência física e/ou verbal. É natural que ela se envolva e chore, apesar de não entender o contexto da briga.

Segundo os especialistas, as crianças de até 5 anos de idade costumam ser um pouco egocêntricas. Isso pode fazer com que elas se sintam responsáveis pelos acontecimentos ao seu redor.

Se você não vive um bom momento com o seu parceiro, faça o possível para as brigas não chegarem até seu filho. Você não vai querer que ele se sinta culpado por isso, não vai querer que ele fique mais introvertido e ansioso, e nem vai querer que ele tenha medo de se envolver em conversas, pensando que tudo pode terminar em brigas. Pois é, é exatamente isso que pode acontecer com o seu filho caso o ambiente familiar seja conturbado, esclarece a psicóloga Patrícia Bader Santos, do Hospital São Luiz (SP).

Sem levar em consideração que os pais são a referência de comportamento dos filhos. Se em casa as coisas são resolvidas com brigas, há uma grande chance de a criança optar por esse caminho nas questões escolares e do dia a dia.

As crianças com mais de 7 anos de idade absorvem um pouco melhor as brigas do casal. Porém, isso não quer dizer para não evitá-las em frente aos filhos. O que ocorre agora é que a criança está mais evoluída intelectualmente, compreendendo mais facilmente a questão de temporalidade.

Ela sabe que os adultos farão as pazes, mas mesmo assim, reforce isso dizendo que “daqui a pouco passa”. É importante enfatizar que a briga de casal não mudará os laços de amor que existem entre os pais. “As vezes você briga com o seu irmãozinho, mas mesmo assim vocês sempre estão brincando”. Utilize de exemplos assim para amenizar o trauma que as brigas podem causar.

Jamais fale mal do seu parceiro para o seu filho. É comum que tanto o pai quanto a mãe tentem ganhar o apoio dos filhos. Mas saiba que essa atitude é extremamente prejudicial para a saúde emotiva dos filhos. As crianças não sabem lidar com essas angústias, isso só irá deixar a criança mais infeliz e insegura.

Nosso conselho é que você realmente evite as brigas com o seu parceiro em frente aos seus filhos, o bom andamento da vida adulta deles depende muito do convívio quando criança no ambiente familiar. Sabemos que conflitos podem acontecer, mas não seja irresponsável de deixar essas brigas interferirem na felicidade das crianças.

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