TEIMOSIA

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TEIMOSIA
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A teimosia tem remédio, saiba o que fazer quando o seu filho só lhe diz não.

Parece que seu filho imaginou a teimosia? Está encantado com a palavra “não”? É muito provável que ele acabou de descobrir que pode exercer deus desejos e vontades, explica Susanne Denham, professora da Universidade George Mason (EUA) e autora do livro “Emotional Development in Young Children” (Desenvolvimento emocional das crianças pequenas).

Essa “fase do não” chega muitas vezes sem aviso, surpreendendo os pais, podendo desaparecer tão de repente como apareceu. Porém, há algumas maneiras para você lidar com essa fase.

De opções a teimosia

A noite chega e você diz: “Vamos pôr o pijama?”. A resposta é inevitável: “Não!”. A melhor maneira de evitar esse tipo de contrariedade é dar opções.

Quando seu filho ainda é pequeno, deixo-o escolher entre duas possibilidades, é o suficiente nesta fase. “Qual pijama você prefere, o azul ou o verde?” “Quer água ou suco?” “Quer guardar seus carrinhos ou seus bonequinhos?”.

Lembre que você é mais inteligente do que seu filho, que praticamente tudo pode ser transformado em opção, você pode perguntar: “Quer ir embora agora ou prefere brincar mais 5 minutinhos e depois vamos embora?” A chance de ele ir embora sem fazer birra é relativamente maior, porque você deu a ele a opção de escolher mais 5 minutos, os 5 minutos já se passaram e agora ele tem de ir embora.

Essa técnica pode ser usada e costuma funcionar, pois opções aos olhos das crianças quando pequenas, não parecem ordens.

Ensine outras respostas

As vezes os pequeninos insistem no “não” porque conhecem poucas palavras, até parece que é automático. Nesse caso, procure ensinar novas palavras por meio de brincadeiras:    “O que vem entre o não e o sim?” (talvez, pode ser, ou mais ou menos…)

Um exemplo a fazer é: “O que um cachorrinho diria se você perguntasse: Cachorrinho, você quer um osso grandão?”. Independente de qual for a resposta, procure o “sim”. Quando seu filho responder “sim”, você pode entrar com a pergunta que queria chegar: “E o que você diria se eu te perguntasse: Quer uma bolacha?” Com um pouco de sorte, seu filho pode achar tudo isso engraçado a ponto de nem passar pela sua cabeça o fatídico “não”.

Seja firme

Por mais que você se esforce, em alguns momentos será necessário brigar com seu filho. Se ele se recusar a andar no meio da rua, por exemplo, você terá que tirá-lo dali não só por questões de segurança, mas porque a criança não pode exercer sempre sua vontade. É fundamental colocar limites quando necessário.